História do Bloco Vai de Qualquer Geito

Os anos se passavam 1938 havia chegado e, novamente, a mocidade lavrense que não era intelectual e nem acadêmica ficou sem bloco.
Os jovens começaram a se reunir e, entre uma cervejinha e outra, perguntavam-se como iriam sair no próximo carnaval, pois o "Deixa Mágoas" Não existia mais.
Eles próprios se respondiam: "- Vamos sair de qualquer jeito". E a idéia foi tomando corpo, forma, estrutura e beleza. Uma beleza tão grande e ingênua que seus próprios componentes jamais poderiam imaginar que estivessem fundando o maior expoente do carnaval de nossa terra. O bloco burlesco "Vae de Qualquer Geito".
a) Bloco Burlesco - inicialmente era assim chamado. Algum tempo depois passou para carnavalesco.
b) VAE - Com E. Mais tarde haveria correção para Vai.
c) GEITO - Com G mesmo. Na época, uma consulta ao Dr. Pery Souza, grande estudioso da língua Guarany, concluiu estar certo.

Nossos Fundadores:
Aurélio Ricalde
Balduino Silva
Bibiano Machado
Carlos Machado
Dante La-Rocca
Darcy Teixeira
Doracy M. de Camargo
Eli Teixeira
Enía Machado
Hugo Brito
Ismael Brito
Ivo Severo
José Ricardo de Souza
José Adail Teixeira
José Machado
Maurício Teixeira
Milton Carvalho
Namur Pires Monteiro
Nepomuceno Teixeira
Nestor Mazzini
Ney Tunholi
Valdo Teixeira
Zeferino Ricalde

A Fundação
A reunião em que foi decretada a fundação do VG deu-se na residência do Sr. José Machado, casa de propriedade da Sra. Otília Souza, na rua Cel. Mesa.
Muitas reuniões e debates se travaram no bar da família Perguer, onde inclusive a fantasia do 1º ano foi estabelecida que seria à vontade (de acordo com o nome do bloco) pois, devido à exigidade do tempo, era impossível uniformizá-la.

Nosso Estandarte
Presenteado pelo Fundador NAMUR PIRES MONTEIRO.
Era todo bordado em fios de ouro, apresentando as três cores do bloco: AZUL, VERMELHO e BRANCO.

Nossas Tradições
O CHURRASCO - Esta tradição teve início em 1939, um ano após sua fundação. O Sr. Sérvulo Souza, único fazendeiro a integrar o Bloco nesse ano, presenteou os componentes com um capão (dos bem grandes e gordo) e ofereceu sua propriedade para a realização do evento. Era na VISTA ALEGRE.

O BATIZADO - é uma tradição que começou nos primórdios tempos dos churrascos. Lá pelas tantas, a cerveja que já havia subido muito, acabou "descendo" na cabeça de algum novato. (E com farinha de mandioca para completar o "serviço"). Esse ato solene substituia a água benta pela cerveja e as bençãos do padre, pela farinha.

RÁDIO GALOCHA - Ao que parece, a 1º edição da Rádio Galocha data de 1939. Maiores informações e detalhes no link A Rádio Galocha.

OS CARROS ALEGÓRICOS - Dos 28 carros alegóricos que já foram apresentados, o Cap. Ciro Schwartz foi o autor de 15, Altamiro Franco de 10, Mauro Codevilla de 2 e um veio de fora. Por justiça devemos destacar também o nome de Carlos La-Rocca, Douglas Zimermann, Jaudenes Machado, Ercy La-Bella F, José Galvão La-Bella, e tantos outros que contribuíram com suas habilidades na construção de nossas alegorias.

O BAILE DO VINHO - Promoção iniciada em 1980 idealizado sob a presidência de Valdo Marcelo Teixeira, José Galvão La-Bella e Antônio César La-Rocca.

CHAMPANHADA - Por volta das 03:00h da madrugada da última noite, o Bloco oferece a tradicional champanhada à sua Rainha.
Evento de alto gabarito social onde, junto aos componentes do bloco, são convidados representantes do Grupo dos Relaxados e diretoria do Clube Comercial.

A GRANDE TRILOGIA - Jamais poderíamos deixar de homenagear a grande trilogia, que por anos a fio, levaram o VAI DE QUALQUER GEITO a glórias sublimes e inesquecíveis.

. CIRO SCHWARTZ - Ao nosso querido capitão, poucas palavras do fundo da alma: Sem dúvidas, os mais belos e exuberantes carros alegóricos tomaram forma de tuas mãos. O Bloco te é eternamente grato.

. DANTE LA-ROCCA - O grande operário, organizador e líder. De tua força, de tua perseverança, do teu amor, hoje poderias prazeirosamente ver e tenho certeza que pode, o que construiste tornar-se uma doutrina de fé

. PAULO MEDEIROS - Saudoso desembargador. Foste o divulgador, o artífice intelectual do nosso bloco. Tua presença sempre esperada, renovava nossas forças e era capaz de levantar massas em busca de vitrias.
Nosso reconhecimento e nossa saudade.

Textos extraídos dos livros "45 Carnavais" e "Lavras do Sul - Na Bateia do Tempo" respectivamente de Mario Antônio Luchsinger Teixeira e Edilberto Teixeira, com algumas adaptações do webmaster.


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